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Online sustenta imobiliário português em 2021

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A adesão dos portugueses às plataformas online em 2020, como principal canal de descoberta de imóvei, contacto com profissionais e posterior transacção imobiliária, assumiu-se, em 2020, como principal força motriz do setor imobiliário em Portugal, e vai ser, certamente, o principal veículo de sustentabilidade do sector para 2021, ano em que a consultora imobiliária imovendo – no seu relatório mensal de janeiro – avança como um ano de consolidação digital para o setor.

Marcado por uma profunda crise económica devido à pandemia, 2020 evidenciou, todavia, um dinamismo até certo ponto surpreendente no que concerne aos novos créditos à habitação concedidos, tendo-se registado um crescimento de mais de 6% nos primeiros 10 meses do ano (face a igual período de 2019) e, desta forma, assegurado, mesmo durante o primeiro confinamento, um fluxo mensal de novos financiamentos sempre superior a €830M.

“Este novo ano deverá, ainda, manter o comportamento expansionista das entidades financeiras, sobretudo a partir do segundo trimestre, altura para a qual será expectável assistir aos primeiros passos de uma recuperação económica, em que, também se assistirá a um maior fluxo de imóveis e transacções no mercado, devido ao fim das moratórias concedidas pelos bancos”, assegura Manuel Braga, CEO da imovendo.

O estudo da consultora indica ainda duas outras tendências que marcaram 2020 e que continuarão a ser observáveis em 2021:

– A perda de capacidade de rejuvenescimento do Alojamento Local, tendo-se assistido, em 2020, a uma queda de novos registos de 53,9% face a 2019, e de 73,9%, se comparado com 2018;

– Um reajustamento na procura residencial, no sentido de garantir mais espaço útil, a par da existência de espaços exteriores (logradouros, terraços ou amplas varandas), que resultam do facto de uma casa hoje ser bem mais do que apenas um dormitório.

A imovendo sublinha ainda que 2020 registou um crescimento de 22,8% no tráfego dos principais portais imobiliários do país, apesar de as principais redes imobiliárias terem visto o tráfego das suas páginas caír mais de 4,1%, o que demonstra, não apenas que estas tiveram mais dificuldade em adaptar os seus modelos de negócio tradicionais a uma nova realidade mais digital e menos presencial, como a maioria delas não adoptou o primado tecnológico como factor alavancador de negócios.

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