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Ópera Real: do terramoto de 1755 até ao ano de 2088 com teatro, música e video mapping

Devido ao incumprimento de um pacto com o diabo, todo e qualquer membro desta família que ponha o pé num palco está destinado a causar a destruição do teatro e, à sua escala, a repetir o fim do mundo.

É esta a premissa de “Ópera Real”, a primeira ópera integralmente portuguesa produzida pela ESMAE, que o Coliseu apresenta esta quinta-feira, 22 de junho, às 21h00.

Com libreto de Jorge Louraço Figueira, música de Telmo Marques, Eugénio Amorim, Carlos Azevedo e Dimitris Andrikopoulos, direção artística de António Salgado e encenação de António Durães, esta ópera divide-se em quatro atos, ou quatro “short stories” em torno de eventos marcantes. Em cada ato, o Teatro é destruído: no I ato, em 1755, por um terramoto; no II, em 1866, por um incêndio; no III, em 1977, pela transformação num cinema; e no IV, em 2088, pela transformação em campo de refugiados.

“Ópera Real” tem como fio condutor o enredo melodramático que opõe dois ramos da mesma família, de um lado os Ricci, linhagem de cantores, do outro os Enxovia, clã de atores. Com saltos temporais de exatos 111 anos entre cada ato, acompanhamos os destinos dos membros desta grande família e perdemo-nos no labirinto de parentescos e laços de consanguinidade catastróficos do clã desavindo.

Neste espetáculo, onde se une teatro, música, história e video mapping, em colaboração com a ESMAD, “colocam-se frente a frente duas famílias e quatro linguagens musicais distintas ao serviço de uma invenção dramatúrgica única, experimentando uma relação com a cena teatral, colocando a música no espaço, em narrativas que atravessam 333 anos de histórias e acontecimentos, começando em 1755 e terminando em 2088, que refletem, pelo libreto e pela respiração musical, a evolução dessas famílias, dessas específicas práticas teatrais e os espaços contentores dessas práticas e as revoluções sucessivas a que foram sujeitas ao longo deste tempo”, explica o encenador António Durães.

Pensada para juntar no mesmo palco estudantes da Licenciatura, dos Mestrados e Pós-graduação em teatro, música e ópera da ESMAE, o Coliseu volta a associar-se à Academia e aos futuros talentos líricos e sinfónicos para apresentar uma história de diferentes épocas e costumes, de encontros e desencontros. Se não acabou já, o mundo vai mesmo acabar já a seguir, as vezes que for preciso.

Os bilhetes custam entre 10€ e 22,50€ e estão disponíveis no Coliseu Porto Ageas, Ticketline e locais habituais. Descontos: 50% estudantes, 25% maiores de 65 anos e famílias (+3), 20% Amigos do Coliseu e portadores do Cartão Porto.

Confirme sempre junto da sala de espetáculos ou promotor as condições de acesso, confirmação da data ou horário, local de venda dos bilhetes, preço e disponibilidade.

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