A artista brasileira continua a quebrar fronteiras e a criar música de todas as cores. Etiquetas como TMinus ou Sonaxx, bem como, uma faixa com duas versões para a sua própria editora, Reverse Records.
Joanna Coelho é uma das figuras mais interessantes da cena hard techno internacional. Um ciclone na cabine e uma artista multifacetada que mistura três faixas, dança e até faz a sua própria voz. É por isso que os seus sets são uma experiência única. Já tocou em países como Espanha, Colômbia, Áustria, Alemanha, Argentina, França e República Checa e tem ganho ao longo da sua carreira o apoio de artistas como 999999999, Shlomo, Dax J ou mesmo Amelie Lens.

A produção corre-lhe nas veias e no mês de novembro vai ser fértil. No dia 1 lançou “Macete ‘, uma faixa que tem duas versões, a ’bouncy” e a “hard”. A primeira mais groovy e a segunda industrial, acompanhando os mesmos vocais e a mesma melodia. É uma faixa cheia de dinamismo que representa muito bem a essência de Joanna e que já temos disponível na Raverse Records, a sua própria editora. Continuamos com ‘Make you Move’, um EP lançado a 8 de novembro pela editora inglesa TMinus Records. Composto por três faixas, que unem vários géneros mas tem uma constante que é o ritmo.
Na primeira faixa, ‘Another One’, vemos toques de hardgroove com kicks de hard techno. Um som linear mas dinâmico que nos envolve e lança-nos na perfeição para as duas faixas seguintes. ‘Make You Move’ é uma faixa um pouco mais sombria, mas igualmente cheia de vida. Combina os vocais que lançam a mensagem “I wanna make you move” com kicks de todo o tipo em chave de hard techno, destacando-se um kick industrial que se mantém durante quase todo o tema e o guia. Por outro lado, temos sintetizadores e ácidos que criam drops que quebram com esta mesma variedade de sons. Em suma, uma viagem a toda a velocidade guiada por uma mensagem que nos obriga a não parar de dançar.
O EP culmina com ‘Warrior’, talvez a música mais completa de todas, pois culmina o hard techno industrial com uma base psy, uma melodia e uma voz feminina que põe calma na loucura sem perder intensidade. Uma faixa onde Joanna demonstra a sua capacidade como produtora, saindo da sua zona de conforto para obter um ótimo resultado, e onde a criação dos drops anuncia que vai entrar em algo destrutivo, mas fá-lo com uma voz angelical. Isto surpreende e dá-lhe um toque de misticismo muito apreciável.
Por falar em vozes angélicas (ou melhor, demoníacas), passemos ao mais recente lançamento, “Bad Bitch”, uma colaboração com Paul Clark na editora alemã Sonaxx, com lançamento previsto para 29 de novembro. Uma faixa que combina um nível de produção muito elevado ao nível do hard techno.

Subidas e descidas de intensidade e um ritmo que nos agarra e só nos deixa ir quando se desfaz em grandes drops com a cereja no topo do bolo, a voz da própria Joanna. Uma voz que se enquadra perfeitamente na intensidade clássica de uma faixa de hard techno e a realça ainda mais e que será uma bomba quando for tocada ao vivo. Embora já o tenha feito em sets de lendas do género como Rebekah.
E isto é apenas o início, pois Joanna Coelho tem estado em estúdio e vai terminar o ano em alta em termos de produções. Além disso, em breve será revelada uma nova digressão europeia onde veremos todas estas faixas e muitas mais que, combinadas com o estilo e a energia da artista, vão agitar todas as cabines e pistas de dança que ela pisar.

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