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Políticas da Estética: O Futuro do Sensível

ciclo de conferências no CCB

  • Políticas da Estética: O Futuro do Sensível
  • Curadoria e Moderação Jacinto Lageira
  • Evento organizado no âmbito da Temporada Portugal-França 2022
  • Marie-José Mondzain
  • Estética e desorientação, uma leitura de Aby Warburg
[NOVA DATA]

CCB . 8 de dezembro . quinta-feira . 18h30 . Centro de Reuniões

Se chamamos objetos de arte e gestos de arte àqueles que, quando dirigidos à sensibilidade coletiva, têm um poder emocional emancipador e, por conseguinte, uma força política, será ainda necessário que os dispositivos que os exibem e os discursos que os acompanham para os oferecer ao olhar e à escuta não os submetam à ordem orientada de interpretações abusivas, mesmo que eruditas. Privar a arte da sua relação com a desordem é como privar o espectador da sua relação com a realidade e a sua energia subversiva. Quando a aisthésis é orientada, é uma anaisthesis — uma anestesia — que se instala, privando-nos da fecundidade da desorientação e dessa energia ficcional a que chamamos liberdade. Inspirando-se do caso singular de Aby Warburg, do seu método científico inseparável da história da sua loucura, Marie-José Mondzain pretende analisar o destino de algumas imagens e ver como as palavras que as acompanham podem ter tido uma função decisiva tanto no seu destino individual como no seu destino político. – Marie-José Mondzain

Marie-José Mondzain é filósofa e diretora emérita de investigação no CNRS (Centre National de Recherche Scientifique) do Institut Marcel Mauss. Desde 1998 dirige o Observatoire des Images Contemporaines (OBI), nos Ateliers Varan, em Paris. Entre outros, publicou os seguintes livros:

• Antirrhétiques de Nicéphore le Patriarche, tradução e comentários (Kliencksiek,1991)

• Image, icône, économie. Les sources byzantines de l’imaginaire contemporain, (Seuil, 1996),

• Le Commerce des regards (Seuil, 2003)

• L’Image peut-elle tuer? (Bayard, 2002), nova edição aumentada, (Bayard, 2015)

• Homo Spectator (Bayard 2007)

• Images (à suivre), de la poursuite au cinéma et ailleurs (Bayard 2011)

• L’image, une affaire de zone, edição digital D-Fiction 2015

• Appétit de voir, Appétit de vivre, edição digital D-Fiction 2015

• Confiscation des mots, des images et du temps (Les Liens qui Libèrent, 2017)

• K comme Kolonie, Kafka et la décolonisation de l’imaginaire. (La Fabrique 2020)

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