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Sérgio Godinho recebeu Prémio Carreira nos Play

Tributo ao músico contou com uma atuação especial de Jorge Palma, Manuela Azevedo e Diogo Piçarra

Sérgio Godinho, um dos nomes mais unânimes e transversais da história da música portuguesa, recebeu ontem das mãos de Pedro Adão e Silva, ministro da cultura, o “Prémio Carreira” nos Play – Prémios da Música Portuguesa, em reconhecimento por parte da indústria musical do papel inigualável que desempenha desde há mais de 50 anos na música.

Num discurso de agradecimento franco e directo como lhe é particular, Sérgio Godinho destacou o caminho percorrido desde 1971, não se esquecendo de referir os companheiros dos primeiros tempos, alguns deles entretanto desaparecidos, bem como todos os músicos, técnicos e profissionais que com ele têm colaborado. Ainda que contido, foi impossível esconder a emoção perante a actuação surpresa que Os Assessores, a banda que o acompanha em palco desde há duas décadas, preparam em surpresa para a ocasião e em que contaram com participação de Jorge Palma, Manuela Azevedo e Diogo Piçarra. Um medley especialmente concebido para o momento, em que foram evocadas quatro das suas canções maiores – “A Noite Passada” por Jorge Palma; “O Primeiro Dia” por Diogo Piçarra; “Espectáculo” por Manuela Azevedo; e, numa parceria inédita, os três, numa vigorosa interpretação de “Liberdade”, um dos hinos que Sérgio Godinho compôs na sua carreira.

Nascido a 31 de Agosto de 1945 no Porto, Sérgio (de Barros) Godinho é, para citar uma das suas canções clássicas, o verdadeiro “homem dos sete instrumentos” contando com uma carreira artística de invejável longevidade que se prolonga há cinco décadas de modo intocável. Cantor, compositor, escritor, actor (de teatro e cinema), é, talvez, na palavra, a força maior da sua obra, seja na versão escrita, dita ou cantada. Aliada à música, é com ela que construiu o que designa por grafittis sonoros que intervêm no nosso quotidiano tornando-nos conscientes de tantas coisas que por vezes nos escapam aos olhos e aos sentidos, dalguma forma definindo a banda sonora do Portugal dos últimos 50 anos.

Até à data publicou 20 álbuns de estúdio; 8 álbuns ao vivo; 7 álbuns em colaboração com outros músicos; 7 colectâneas; 8 registos colectivos onde partilha o disco com outros cantautores; 13 participações por convite em álbuns de outros; e 11 bandas sonoras de filmes e séries, num total de 74 publicações. Os seus registos mais recentes são: de estúdio, “Nação Valente” (2018); ao vivo, “Sérgio Godinho & A Orquestra Metropolitana de Lisboa” (2020); e em colaboração, associando em torno da sua obra nomes da música urbana nacional, e com curadoria de Capicua, “SG Gigante” (2022).

Editou no final de 2021 o livro de poesia e fotografia “Palavras são imagens são palavras”, sendo esta a sua última publicação ao nível literário que inclui no seu acervo autoral: 2 livros de poesia; 2 romances; 1 livros de contos; 1 livro de crónicas; 1 biografia; 1 livro de ilustrações; 3 livros infanto-juvenis; 1 peça de teatro; e 1 songbook com duas revisões

A distinção agora recebida, que se soma a outras de carácter mais institucional recebidas ao longo do seu percurso criativo, enaltece com inteira justiça o lugar que conquistou no coração dos portugueses. Ainda hoje Sérgio Godinho mantém uma vitalidade criativa ímpar, e é seguramente o músico português que mais influenciou diferentes gerações de outros criadores nos últimos 50 anos da vida criativa em Portugal.

Sérgio é o “escritor de canções”.

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