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Som no Coreto recebe P.L.I.N.T no Dia Internacional do Jazz

Esta é a segunda temporada deste que já é o um dos mais concorridos projetos de concertos intimistas de Lisboa. Com a curadoria do cantor e compositor brasilero Bernardo Lobo, o Som no Coreto faz uma ponte entre os músicos de diversas nacionalidades a fim de promover uma troca e partilhar experências musicais.

E no dia 30 de abril, para celebrar o Dia Internacional do Jazz, o projeto presta a sua homenagem com o concerto do prestigiado P.L.I.N.T – Pablo Lapidusas Internacional Trio.

O Som no Coreto nasceu durante a pandemia. “Foi quando percebi que eu tinha um espaço ideal para estes encontros musicais, que é ao ar livre, em segurança e um coreto naturalmente envolvido por lindas flores e plantas que é o nosso palco”, explica Bernardo. E é neste cenário bonito e aconchegante da sua casa, no Restelo, que Bernardo Lobo recebe inusitados encontros musicais nos finais de tarde. Neste ambiente, além de mostrarem sua música, os artistas contam um pouco de suas histórias, de forma leve e descontraída. Por lá já passaram Ivan Lins, João Ventura, Roberta Sá, Fred Martins, Rolando Semedo, Diego Figueiredo, Celeste Caramanna, Antônio Villeroy, Camila Masiso, Diogo Guanabara, Marco Oliveira, Marília Schanuel e Diogo Duque. “É um clima caseiro, em que as crianças também são bem vindas – Tem pula-pula, tem cachorro, e a ideia é que todos fiquem à vontade no quintal”, conclui o anfitrião. Petiscos deliciosos e bom vinho também estão incluídos no valor do bilhete. Os concertos acontecem duas vezes a cada mês, os bilhetes são limitados e as reservas devem ser feitas pelo e-mail.

O próximo concerto será no dia 30 de abril, quando o Som no Coreto irá receber os P.L.I.N.T – Pablo Lapidusas Internacional Trio, formado pelo pianista argentino-brasileiro Pablo Lapidusas, radicado em Portugal, em parceria com o baixista cubano Léo Espinosa e o baterista brasileiro Marcelo Araújo. O trio irá apresentar um repertório inédito que será a base de seu terceiro disco, que começa a ser gravado ainda este ano. O P.L.I.N.T surgiiu em 2014 e tem dois álbuns editados:Live in Johannesburg” (2015/Ekaya) e “Bora” (2018/Ekaya), este último com a participação do rapper brasileiro Marcelo D2.

Foram indicados para o JAZZAHEAD! (Alemanha) como um dos 16 projetos a representar a música instrumental europeia, realizando um showcase que obteve excelentes críticas. Desde sua formação, o trio realizou mais de 90 concertos em importantes clubes e festivais no Brasil (MIMO FESTIVAL), Alemanha (JazzAhead!), Coreia do Sul (Jazz em Seoul e Daegu Jazz Festival), Portugal (MIMO Amarante, Évora Jazz Festival, Meo Out Jazz, Jazz ao Centro, Outono Jazz Festival na Casa da Música, Oeiras Jazz Festival, Encontro Internacional de Contrabaixo do Algarve, Jazz no Alentejo e Festa do Jazz), África do Sul (The Orbit Jazz Club), Moçambique (Centro Cultural Franco-Moçambicano), Israel (Jerusalem Globus festival) e India (The Piano Man Jazz Club em New Dheli e o Windmills Craftwork in Bangalore).

Em agosto de 2018, o trio estreou um novo projecto com orquestra sinfónica a interpretar peças dos seus dois álbuns, com orquestrações de Jaques Morelembaum, Luis Figueiredo, Ehud Ettun e Rodrigo Morte. Durante a pandemia, o trio produziu um ambicioso vídeo-clip, “Huracán“, realizado pelo produtor Joni Schwalbach. O single fará parte do novo álbum do trio, a ser gravado em 2022.

O PLINT não é simplesmente uma banda de latin jazz: as composições do pianista têm uma complexidade inusual nesse âmbito e o virtuosismo das suas improvisações transportam-nas ainda mais longe, já para não referir a verve poética deste músico que agora vive em Portugal e que é inesperadamente europeia
Rui Eduardo Paes para o Jazz.pt.

A programação musical do Som no Coreto segue adiante no mês de maio. No dia 11, será a vez de receber a música de Pedro Luís (fundador de Pedro Luis e a Parede e do Monobloco, um dos maiores blocos de Carnaval do Brasil), que irá mostrar em formato voz e violão a pluralidade de seu cancioneiro autoral, que passeia por diversas matizes da música popular brasileira e abarca influências latinas, africanas e europeias. No dia 14, o coreto terá a presença de Domenico Lancellotti, um dos fundadores da Orquestra Imperial. O músico multi-instrumentista, cantor, compositor, performer, produtor e artista plástico é referência máxima da MPB contemporânea.

Bernardo Lobo, o responsável pelo Som no Coreto, é compositor, cantor e violonista e nasceu numa família de artistas: filho de um dos grandes nomes da MPB, Edu Lobo, e Wanda Sá. Tem 25 anos de carreira e seis discos editados, e assina parcerias com artistas de renome, tais como Seu Jorge e Marcos Valle. Para além de promover o bate papo com os artistas, sempre nos brinda com sua participação nos concertos dos seus artistas convidados para o Som no Coreto.

A estreia da nova temporada do Som no Coreto aconteceu no mês passado e uniu as sonoridades do Brasil e de Cabo Verde, representados por Fred Martins e Rolando Semedo, ambos radicados em Lisboa, e com um concerto do cantautor brasileiro Antônio Vileroy, que estava de passagem por Lisboa por conta de sua atual digressão pela Europa.

PRÓXIMA ATRAÇÃO: 30 DE ABRIL (SÁBADO) às 17 horas.
P.L.I.N.T – Pablo Lapidusas Internacional Trio

Em maio:
Dia 11 (quarta-feira) de maio – Pedro Luís
Dia 14 (sábado) de maio – Domenico Lancellotti

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