Audiogest revela crescimento de 7% no mercado digital da música. O mercado total de música gravada cresceu 7% no primeiro semestre de 2025, em comparação a 2024, totalizando 39,99 milhões de euros.
Na semana em que se assinala o Dia Mundial da Música, a Audiogest revela novos dados que confirmam a vitalidade da indústria musical portuguesa e a sua capacidade de adaptação aos hábitos de consumo em transformação. O primeiro semestre de 2025 ficou marcado por um crescimento de 7% do mercado face ao período homólogo, impulsionado sobretudo pelo digital, cujas receitas subiram 9%, num total de 17,97 milhões de euros.
O mercado físico registou uma quebra de 6% em relação ao ano anterior, totalizando 4,83 milhões de euros. Apesar da descida de 20% nos CDs, o Vinil resiste e lidera o mercado físico, com 74% das vendas.
Já os valores correspondentes a Direitos Conexos cobrados e distribuídos a produtores e artistas, totalizaram 16,88 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 10% face ao mesmo período de 2025.
Apesar de se verificarem flutuações setoriais, o mercado musical português continua em crescimento, tendo registado um aumento global de 7% face a 2024, totalizando 39,99 milhões de euros. No primeiro semestre de 2025, foram registados mais de três mil lançamentos de músicas em língua portuguesa pelos associados da Audiogest sendo que 75% dessas obras são da autoria de artistas com nacionalidade portuguesa.
Os dados confirmam um mercado em constante crescimento, impulsionado pela adoção do digital e pela resistência do mercado físico, com destaque para o vinil.
“A música portuguesa é reconhecida e admirada internacionalmente, mas o seu valor enquanto indústria e o potencial da sua contribuição económica continuam a ser frequentemente subestimados. Tem sido um desafio obter o legítimo reconhecimento de que este setor não é apenas cultura: é uma indústria que gera valor, capaz de criar riqueza e enriquecer a cultura. É urgente que os decisores políticos reconheçam o peso da indústria da música e preservem o seu futuro face aos crescentes desafios da IA”, sublinha Miguel Carretas, diretor-geral da Audiogest.
Relativamente aos artistas mais ouvidos pelo público português, revela-se um forte destaque para os artistas nacionais. Entre os tops de streaming destacam-se Plutónio, Nilo, Napa e Calema, enquanto o airplay nas rádios evidência Plutónio, Mizzy Miles, Slow J, Lon3r Johny, ProfJam e Dillaz. Também nos álbuns portugueses mais ouvidos, o talento nacional é claro com nomes como Calema, Mizzy Miles, Slow J, Lon3r Johny & ProfJam e Dillaz, em destaque.
Comprometida com a valorização da música e dos seus criadores, a Audiogest reafirma o seu forte papel na promoção de um ecossistema justo e sustentável para todos os seus intervenientes.
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