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Cabo submarino que liga Portugal à América Latina começa a operar em 2021

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A criação da nova infraestrutura que vai ligar Portugal à América Latina através de um cabo de fibra ótica submarino transatlântico é uma das grandes apostas da presidência portuguesa da União Europeia e o cabo já chegou a Sines.

O projeto implica um investimento de 150 milhões de euros, financiado em 50% por organizações como o Consórcio Bella, a Cabo Verde Telecom e a EMACOM e com os restantes 50% a virem do fundo de investimento pan-europeu Marguerite II. Este cabo abre um ‘corredor’ para transmissão de dados entre a Europa e a América Latina, fornecendo a primeira ligação direta e alta velocidade por cabo submarino. O projeto prevê diversas rotas terrestres que ligam centros de dados estratégicos em Lisboa, Madrid, Marselha, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

O ponto de entrada na Europa vai localizar-se em Sines e a FCCN (Unidade de Computação Científica Nacional da FCT) salienta o papel determinante da comunidade académica e de investigação na concretização do projeto, destacando que o financiamento foi possível ao abrigo do programa BELLA que visa criar uma rede de investigação e educação entre os dois continentes. O programa BELLA é liderado em consórcio por várias redes nacionais de investigação e educação, com Portugal a estar representado pela FCCN.

Para as necessidades futuras, os valores de latência são um fator essencial, com as aplicações a requererem um menor período de tempo para que a informação passe na rede, no caminho entre os utilizadores, centros de dado e plataformas.

A rota direta vai permitir reduzir a latência em 50% em comparação com a infraestrutura atual, atingindo um valor real inferior a 60 ms entre Portugal e Brasil. Do lado do utilizador final, é expectável que existam melhorias para as plataformas de telecomunicações, nos serviços na Cloud, no acesso a conteúdos, em todos os tipos de negócios digitais e ainda na indústria de videojogos.

Estão previstas ligações à ilha da Madeira e a Cabo Verde, bem como a Marselha, o que permitirá expandir a conectividade amplificada a África, Ásia e Médio Oriente, estando em vista outros pontos potenciais de ligação na Mauritânia, Marrocos, Guiana Francesa e Ilhas Canárias.

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