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Suécia e Aquilo que ouvíamos no Festival de Almada

dia 6 de julho

Dia 6 de Julho, quinta-feira, o Festival de Almada abre as portas na Esplanada da Escola D. António da Costa, às 18h, com os Colóquios na Esplanada.

Pedro Mexia, autor do texto Suécia, e Nuno Cardoso, encenador do espectáculo, que o Teatro Nacional S. João apresenta pela última vez no Festival, são os oradores do colóquio moderado por Helena Simões. A seguir ao colóquio, às 19h, pode ver o espectáculo na Sala Principal do TMJB. Às 20h30, durante o jantar, pode ouvir no Palco da Esplanada a banda Miguel Ângelo Quarteto (entrada livre), O Palco Grande, às 22h, apresenta Aquilo que ouvíamos, com texto e direcção de Joana Craveiro, pelo Teatro do Vestido.

Setembro de 1976. Depois de meio século ininterrupto de governação, o Partido Social Democrata Sueco, embora vencedor das eleições, consegue menos deputados do que o bloco do centro-direita (liberais, conservadores e agrários), que fica assim na iminência de chegar ao poder. Egerman, um intelectual sexagenário e amargo, não esconde o seu contentamento com o fim do consulado social-democrata, que vê como uma versão suave dos despóticos paraísos do marxismo-leninismo, ao qual aderira na juventude. Partidário do fim das ilusões, porque já não tem nenhuma, pretensamente viúvo (na verdade, divorciado), afastado da universidade onde dava aulas, Egerman decidiu “retirar-se do mundo” e vive numa bela e melancólica ilha do Arquipélago de Estocolmo. As eleições coincidem com o casamento de Monika, filha de Egerman, que decorre na ilha.

“Na Suécia dizem que não é preciso distanciamento social, porque isso já é ser sueco”. É público e notório o fascínio do escritor Pedro Mexia por este país escandinavo. Suécia – obra que marca a sua estreia como dramaturgo – joga com a suspeita de que todos temos ‘uma certa ideia’ da Suécia. Uma mitologia controversa, digamos: o país ‘metafísico-angustiado’ dos filmes de Bergman, o paraíso (perdido?) da social-democracia, mas também a pátria do infernal Strindberg ou dos açucarados ABBA. Suécia é um lugar onde se discute sobre a ideia de futuro, o fim das ilusões, as boas intenções. Um lugar onde as linhas de demarcação do político e do íntimo se tornam indistintas.

Suécia (Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, dia 5 às 21h30 e dia 6 às 19h)

  • Texto: Pedro Mexia
  • Encenação: Nuno Cardoso
  • Interpretação: António Fonseca, Joana Carvalho, Jorge Mota, Lisa Reis, Patrícia Queirós, Paulo Freixinho e Pedro Frias
  • Cenografia: F. Ribeiro
  • Música: Pedro “Peixe” Cardoso
  • Apoio ao movimento: Roldy Harrys
  • Desenho de luz: Cárin Geada
  • Figurinos: Nélson Vieira
  • Assistência de encenação: Mafalda Lencastre
  • Apoio dramatúrgico: Madalena Alfaia
  • Língua: Português
  • Duração: 1h30m
  • Classificação: M/12
  • Preço: 20€

Confirme sempre junto da sala de espetáculos ou promotor as condições de acesso, confirmação da data ou horário, local de venda dos bilhetes, preço e disponibilidade.

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