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“Tempos e Modos da Citara Portuguesa” com Pedro Caldeira Cabral

Festival criaSons

Realizou-se no Teatro Nacional São Carlos o ultimo concerto, em Lisboa, do Festival criaSons, com Pedro Caldeira Cabral, sobre o tema “Tempos e Modos da Citara Portuguesa”, onde a citara foi a rainha.

Pedro Caldeira Cabral, levou toda a sua mestria ao Teatro Nacional de São Carlos, onde interpretou com o Quarteto Lopes-Graça, várias obras para cítara portuguesa.

Luís Pacheco Cunha, agradeceu a presença do publico neste concerto do 3.º Festival criaSons, festival que se prolongou por vários anos, começou em 2020, e que devido á pandemia, foi sendo adiado, sendo este o quinto concerto no São Carlos, o Festival ainda terá mais 2 concertos em Ferreira do Zêzere e no Porto.

Pedro Caldeira Cabral – Festival criaSons > Teatro Nacional de São Carlos ©Luís M. Serrão – iNeews < 2022.02.17

O concerto abriu com o Quarteto Lopes-Graça, com “Variações Bitemáticas” de Alejandro Erlich Oliva de 1948, Pedro Caldeira Cabral alterou o pograma que estava estabelecido e explicou depois que “…o que tocamos não é exactamente o que está escrito, e há uma razão para isso, depois da belíssima introdução do Quarteto de cordas, fica um pouco estranho, entramos completamente a solo ….” acrescentou ainda “outra das razões, uma das referências históricas da cítara no seculo XVIII na transição para o seculo XIX, estabelece uma relação interessante aqui com o Teatro São Carlos, a relação com as modinhas, e na utilização da cítara no acompanhamento das modinhas, nós temos relatos sobretudo do Brasil, mas também alguns de Portugal, achei que era uma parte interessante do reportório fazer esta relação, esta duas peças que tocamos, é uma modinha de uma autor anonimo do seculo XIX, publicada cerca de 1830 e uma de João Francisco Leal, compositor brasileiro“.

Seguira-se os temas “Dança das Sombras“, “Gestos“, “Momentos“, “Castro D’Aire” e “Baile dos Caretos“, “Astoriana” pequena homenagem a Astor Piazzolla, na companhia do Quarteto, com o Duncan Fox no contrabaixo, ou a solo, a beleza dos temas foi deslumbrando o publico que encheu o hall de entrada do teatro.

Pedro Caldeira Cabral – Festival criaSons > Teatro Nacional de São Carlos ©Luís M. Serrão – iNeews < 2022.02.17

O tema que se seguiu, composto por Pedro Caldeira Cabral para cítara portuguesa, em homenagem a Carlos Paredes, a convite do INATEL em 1995, para sobre o tema “Verdes Anos“, criar um peça para orquestra e cítara, teve orquestração de Pedro Osório, no entanto a peça desapareceu, mais tarde Pedro Caldeira Cabral, converteu essa peça, para algo mais autónomo que que chamou “Fantasia Verdes Anos“.

O concerto terminou com um estreia absoluta, “Fantasia Bicéfala” para para o 3.º Festival ciaSons, para cítara portuguesa e quinteto de cordas, da autoria de Pedro Caldeira Cabral e Alejandro Erlich Oliva.

Pedro Caldeira Cabral é uma figura excepcional na paisagem da música erudita europeia actual. O repertório instrumental deste artista inclui praticamente todas as épocas e estilos da musica Ibérica e europeia. Da época medieval, renascentista, barroca, clássica, romântica, á música contemporânea, não esquecendo a musica tradicional portuguesa. Diretor, compositor, pesquisador e músico, começou a sua carreira profissional com a idade de 16 anos tocando vários instrumentos de cordas e sopro. O seu principal instrumento é a guitarra Portuguesa, na qual ele atingiu um alto nível de mestria. Desde 1969 procurou desenvolver como compositor, um estilo próprio, fundado na tradição solística da Guitarra Portuguesa, com incorporação de técnicas originais e elementos resultantes do estudo dos instrumentos antigos das tradições cultas e populares da Europa Mediterrânica, trabalhando com Karel Goyvaerts, Constança Capdeville, José Alberto Gil e Jorge Peixinho. Como intérprete tem alargado o reportório solístico da Guitarra, fazendo transcrições de obras de Bach, Weiss, Scarlatti, Seixas, entre outros e apresentado publicamente novas obras originais de autores contemporâneos. Tem realizado investigação na área da música tradicional tendo colaborado com o Dr. Ernesto Veiga de Oliveira na segunda edição de “Os Instrumentos Musicais Populares Portugueses”.

Pedro Caldeira Cabral – Festival criaSons > Teatro Nacional de São Carlos ©Luís M. Serrão – iNeews < 2022.02.17

Desde 1970 tem dado na qualidade de solista concertos nas principais salas e festivais da Europa, Estados Unidos da América, Macau e Brasil. Pedro Caldeira Cabral tem efectuado conferências e seminários sobre temas musicais na Europa (França, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Suécia e Turquia) e E.U.A. Fez a pré-produção e a direcção artística do Festival de Guitarra Portuguesa na EXPO 98. Em 1999 foi editado o livro “A Guitarra Portuguesa” de sua autoria, sendo esta a primeira obra monográfica sobre as origens e evolução histórica, estudo organológico, e reportório do instrumento nacional.

Pedro Caldeira Cabral teve a companhia em palco de Duncan Fox no contra-baixo, e do Quarteto Lopez-Graça, Eliot Lawson e Luís Pacheco Cunha, no violino, de Isabel Pimentel na Violeta e de Catherine Strynckk no violoncelo.

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LS

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