- Primeiro vídeo musical realizado por Peter Jackson estreia-se mundialmente esta sexta-feira, 3 de novembro, às 14h00 (horário de Portugal Continental)
- A última canção dos The Beatles, “Now and Then”, será lançada quinta-feira, dia 2 de novembro, às 14h00 (horário de Portugal Continental)
- Edições de 2023 das coletâneas “1962-1966” (‘The Red Album’) e “1967-1970” (‘The Blue Album’) serão lançadas a 10 de novembro
Conforme anunciado na última quinta-feira, 26 de outubro, a última canção dos The Beatles, “Now And Then”, será lançada esta quinta-feira, dia 2 de novembro.
Hoje, a Apple Corps Ltd./Capitol/UMe tem o prazer de partilhar os detalhes e planos de estreia do novo vídeo oficial, que Peter Jackson realizou na sua primeira incursão na produção de vídeos para música.
O vídeo de “Now And Then” estreará mundialmente esta sexta-feira, dia 3 de novembro, às 14h (horário de Portugal Continental) no canal dos The Beatles no YouTube. O vídeo comovente e bem-humorado convida os espectadores a celebrar o amor intemporal dos The Beatles com John, Paul, George e Ringo enquanto os vemos a criar a última canção dos The Beatles.
Sintonize AQUI esta sexta-feira, dia 3 de novembro às 14h00 (horário de Portugal Continental) para se juntar a outras pessoas de todo o mundo para celebrar a estreia do vídeo oficial de “Now And Then” dos The Beatles.
Peter Jackson diz sobre ter realizado este vídeo:
“Quando a Apple me pediu para fazer o vídeo, fiquei muito relutante – pensei que próximos meses seriam muito mais divertidos se essa tarefa complicada fosse um problema de outra pessoa, e eu poderia ser como qualquer outro fã dos The Beatles, aproveitar a expectativa da noite anterior ao Natal quando o lançamento de uma nova canção e vídeo dos The Beatles se aproximava – em 1995, adorei a excitação infantil que senti quando o lançamento de ‘Free As A Bird’ se aproximava.
Poderia ter tido essa experiência mais uma vez – tudo o que precisava de fazer era dizer não aos The Beatles.
Para ser honesto, só de pensar na responsabilidade de ter de fazer um vídeo digno da última canção que os The Beatles lançarão produziu uma série de ansiedades quase insuportáveis com que tive de lidar. O meu amor de toda a vida pelos The Beatles colidiu com o puro terror da ideia de dececionar todas as pessoas. Isto criou uma insegurança intensa em mim porque nunca tinha feito um videoclipe antes e não era capaz de imaginar como poderia começar a criar um para uma banda que se separou há mais de 50 anos, nunca tinha tocado a canção e metade dos seus membros já não estava connosco.
Seria muito mais fácil fazer uma corrida.
Só precisava de um pouco de tempo para descobrir um bom motivo para dizer não aos The Beatles – então, nunca concordei em fazer o vídeo de ‘Now And Then’ (na verdade, ainda não concordei até hoje).
Disse à Apple como me preocupava a falta de filmagens adequadas. Precisaríamos de usar muitas imagens raras e inéditas, mas há muito poucas… Nada parecia existir que mostrasse o Paul, o George e o Ringo a trabalhar em ‘Now And Then’ em 1995… Não existem muitas imagens de John em meados dos anos 1970 quando ele escreveu a maquete… Fiquei grisalho com a falta de cenas inéditas dos The Beatles dos anos 1960… E eles nem sequer gravaram nenhuma imagem que mostrasse o Paul e o Ringo a trabalhar na canção ao longo do ano passado.
Um vídeo dos The Beatles deve ter ótimas filmagens dos The Beatles na sua essência. Não existe possibilidade de usar atores ou os Beatles em CGI. Cada cena dos The Beatles precisava de ser genuína. Não tinha ideia de como é que alguém poderia fazer um vídeo de ‘Now And Then’ se não tivesse uma filmagem decente com que trabalhar, e isso estava longe de ser uma desculpa esfarrapada. Agora, o meu medo e insegurança tinham razões sólidas para prevalecer e permitir-me dizer não sem parecer cobarde.
Eu sabia que os The Beatles não aceitam um não como resposta se eles estão determinados com uma ideia – mas eles nem esperaram que eu dissesse não. Fui sendo arrastado enquanto eles abordavam as minhas preocupações. O Paul e o Ringo filmaram a sua apresentação e enviaram-na para mim. A Apple desenterrou mais de 14 horas de filmagens há muito esquecidas durante as sessões de gravação de 1995, incluindo várias horas de Paul, George e Ringo a trabalhar em ‘Now And Then’, e deram-me tudo. O Sean e a Olivia encontraram ótimas filmagens caseiras inéditas e enviaram-nas. Para finalizar, foram gentilmente cedidos por Pete Best alguns preciosos segundos dos The Beatles a atuar com os seus fatos de couro, o primeiro filme conhecido dos Beatles e nunca visto antes.
Ver estas filmagens mudou completamente o contexto – pude ver como um vídeo poderia ser feito. Na verdade, achei muito mais fácil pensar nele como se fosse fazer uma curta-metragem, então foi o que fiz… A minha falta de confiança com videoclips não importava mais se não estivesse a fazer um.
Ainda assim, não tinha uma visão sólida do que essa curta deveria ser – então procurei por orientações na canção.
Depois de separarmos a voz do John na fita da maquete, há mais de um ano, o Giles produziu uma mistura inicial de “Now And Then”. Enviaram-me isso em 2022. Adorei. Desde então, devo ter ouvido ‘Now And Then’ mais de 50 vezes, apenas por prazer.
Agora comecei a ouvi-la atentamente por outras razões. Esperava que surgissem a partir da canção ideias ou inspiração para a curta-metragem. E isso começou a acontecer. Enquanto eu a continuava a ouvir, parecia que a canção estava a criar ideias e imagens que se começaram a formar na minha cabeça – sem nenhum esforço consciente da minha parte.
Juntei-me a Jabez Olssen, o meu editor de ‘Get Back’, para tentar descobrir formas de usar as novas filmagens para servirem de apoio a estas ideias ténues. Foi um processo muito orgânico, e lentamente começámos a construir pequenos fragmentos, deslizando imagens e música de diferentes maneiras até que as coisas se começaram a encaixar.
Queríamos que a curta-metragem fizesse chorar um pouco, mas gerar emoção usando apenas imagens de arquivo é algo complicado. Felizmente, o simples poder desta canção fez muito trabalho por nós, e terminámos os primeiros 30 ou 40 segundos do filme com bastante rapidez.
De seguida, fomos diretamente para o final e tentámos criar algo que pudesse resumir adequadamente a enormidade do legado dos The Beatles – nos últimos segundos da sua gravação final. Essa tarefa provou ser impossível de se concretizar. O contributo do grupo para o mundo é imenso e o maravilhoso dom musical deles tornou-se parte do nosso ADN e desafia qualquer descrição.
Percebi que precisávamos da imaginação de cada espectador para fazer o que não podíamos, e fazer com que cada espectador criasse o seu próprio momento pessoal de despedida dos The Beatles – mas tivemos de, gentilmente, conduzir todos os espectadores até esse lugar. Tinha algumas ideias vagas, mas não sabia como as concretizar.
Felizmente, o Dhani Harrison estava a visitar a Nova Zelândia nesta altura. Discuti o final com ele e descrevi uma ideia vaga na qual estava a trabalhar. Os olhos encheram-se logo de lágrimas – então foi assim que seguimos.
O Jabez e eu começámos a pensar na secção intermediária. Na verdade, poderíamos ver o início e o fim agora e rapidamente percebemos que o nosso plano inicial de ter um poder emocional semelhante nesta seção intermediária seria algo completamente errado. Os The Beatles não era assim. Na sua essência, eles eram irreverentes e engraçados, e a secção intermediária deveria captar esse espírito. Precisávamos de rir dos Beatles e rir com eles. Eles estavam sempre a exaltar-se – e quanto mais as outras pessoas os levavam a sério, mais eles faziam palhaçadas.
Felizmente encontramos um conjunto de cenas inéditas no arquivo, onde os The Beatles se mostram descontraídos, engraçados e bastante sinceros. Essas imagens tornam-se a espinha dorsal de secção intermediária, e incluímos sentido de humor em algumas imagens filmadas em 2023. O resultado é bastante maluco e proporcionou ao vídeo o equilíbrio necessário entre a tristeza e um lado mais humorístico.
Ficou finalmente concluído depois da WētāFX ter concluído algumas imagens de efeitos especiais simples, mas complicadas.
Para ser honesto, embora esperemos ter dado aos The Beatles uma despedida final adequada, isso é algo que vocês precisarão de decidir por vocês mesmos quando for finalmente lançado – daqui a apenas alguns dias.
Chegando ao fim, estou muito feliz por não estar à espera pelo lançamento do vídeo de ‘Now And Then’ realizado por outra pessoa. Tenho orgulho genuíno do que fizemos e guardarei isso com carinho nos próximos anos. Um grande obrigado à Apple Corps e aos Fabs por me darem todo o apoio que precisava – e por não me permitirem escapar.”
A estreia mundial do vídeo sucede-se ao lançamento mundial do single duplo “Now And Then”/“Love Me Do” dos The Beatles esta quinta-feira, dia 2 de novembro às 14h00 (horário de Portugal Continental). “Now And Then” foi escrita e cantada por John Lennon, desenvolvida e trabalhada por Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, e agora finalmente finalizada por Paul e Ringo, mais de quatro décadas depois. O single duplo alia a última canção dos The Beatles com a primeira: o single de estreia da banda no Reino Unido em 1962, “Love Me Do”, a parte correspondente que agora fecha o círculo com “Now And Then”. Ambas as canções foram misturas em stereo e Dolby Atmos®, e o lançamento inclui a capa original do célebre artista Ed Ruscha.
Esta quarta-feira, dia 1 de novembro, estreia-se um documentário de 12 minutos, “Now And Then – The Last Beatles Song”, escrito e realizado por Oliver Murray. A estreia global online do filme terá lugar no canal dos The Beatles no YouTube às 19h30 (horário de Portugal Continental). Esta curta-metragem comovente conta a história por trás da última canção dos The Beatles, com filmagens e comentários exclusivos de Paul, Ringo, George, Sean Ono Lennon e Peter Jackson. O trailer está disponível para ver agora.
A 10 de novembro, as coletâneas dos The Beatles “1962-1966” (‘The Red Album’) e “1967-1970” (‘The Blue Album’) serão lançadas em novas versões de 2023 pela Apple Corps Ltd./Capitol/UMe. Desde que foram lançados originalmente há 50 anos, estes álbuns apresentaram a música dos The Beatles a várias gerações. Agora, os alinhamentos de ambas as coletâneas foram alargadas, com todas as canções misturadas em stereo e Dolby Atmos por Giles Martin e Sam Okell nos Abbey Road Studios, auxiliados pela tecnologia de mistura de áudio da WingNut Films. A versão britânica do single “Love Me Do” é agora o tema de abertura de “1962-1966” (edição de 2023), e “Now And Then” surge na coletânea “1967-1970” (edição de 2023) para completar as coletâneas que abrangem a carreira do grupo. Ambas as coletâneas incluem novos ensaios escritos pelo jornalista e autor John Harris.
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